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Novagerar usa gás de lixo para geração

Adriana, diretora da Novagerar: "O objetivo é fazer com que os resíduos sejam o meio para atingir um fim que é a geração".
 
A Novagerar, empresa de meio ambiente do grupo S.A. Paulista, entra este ano em uma nova fase que consolida o seu modelo de negócio.

A companhia tornou-se mundialmente conhecida ao implantar a Central de Tratamento de Resíduos (CTR) Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, primeiro projeto do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) registrado na ONU segundo as regras do Protocolo de Kioto. A partir de 2008, a empresa passa a aproveitar o gás produzido pela decomposição da matéria orgânica do lixo da CTR Nova Iguaçu para gerar energia "limpa".


Ainda este ano a CTR Nova Iguaçu deve colocar em funcionamento uma central térmica com capacidade de gerar 6 megawatts (MW), que serão vendidos a consumidores livres e em leilões de energia elétrica. A usina deverá ser ampliada para 12 MW em uma segunda etapa. O plano da Novagerar é chegar a 2012 com 70 MW de capacidade instalada em várias centrais de tratamentos de resíduos controladas pela empresa no Rio de Janeiro e em Pernambuco. A venda desta energia resultaria, a preços atuais, em receita de vendas de cerca de R$ 110 milhões por ano.

 

"O objetivo é fazer com que os resíduos sejam o meio para atingir um fim que é a geração de energia", diz Adriana Felipetto, diretora da Novagerar. A empresa está criando com um sócio cujo nome é mantido em sigilo uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) que responderá pelo projeto de geração de energia da CTR Nova Iguaçu.

 

A térmica já conta com licença de instalação pela Feema, o órgão ambiental do Estado, e há negociações em curso com fornecedores para a compra do primeiro motor gerador. Hoje o gás obtido no aterro com a decomposição do lixo é queimado e utilizado para operar no local uma unidade de tratamento de chorume, líquido surgido da decomposição de resíduos orgânicos.

 

Com a instalação da térmica, a CTR Nova Iguaçu passa a ser um projeto integrado que irá tratar e fazer a gestão de resíduos, gerar energia limpa e contribuir para a redução de gases de efeito estufa. Em 2008, a empresa começa a receber o dinheiro das primeiras medições de redução de emissão de CO2 equivalente da CTR Nova Iguaçu referentes a 2007.

 

Os créditos de carbono gerados pelo projeto foram negociados com o governo da Holanda tendo o Banco Mundial (Bird) como garantidor da operação. No total, o governo holandês comprará 3 milhões de CO2 equivalente da CTR Nova Iguaçu por ? 13,25 milhões, dos quais cerca de 10% foram adiantados. Segundo Adriana, a Novagerar tem carta de intenções com o Bird para que o banco compre pelo menos 20% de todos os créditos de carbono gerados por outros projetos da Novagerar.

 

A empresa tem ao todo sete centrais de tratamento de resíduos, das quais quatro em operação e as demais em fase de recuperação e licenciamento ambiental. Os projetos em operação são Nova Iguaçu, Magé e Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, todos no Rio no Estado do Rio, além de Candeias, em Jaboatão dos Guararapes (PE).

 

Em Jardim Gramacho, bairro pobre de Duque de Caxias, a Novagerar participa com outras duas empresas do consórcio Novo Gramacho, que ganhou licitação para fazer a recuperação ambiental e exploração do gás do aterro que recebe o lixo do Rio e de outros municípios da região metropolitana.

 

A CTR Nova Iguaçu, uma concessão pública do próprio município, começou a operar em fevereiro de 2003. No local são depositados cerca de mil toneladas por dia de resíduos domiciliares de Nova Iguaçu, além de resíduos industriais classe dois (não perigosos) originários de cerca de 300 contratos com industriais, comércios e empresas de serviços. A central também conta com uma unidade para tratamento de resíduos de serviços de saúde, a qual está em fase de ampliação, e investe em uma unidade de reciclagem de entulho da construção civil para produção de brita.

 

Adriana Felipetto diz que a CTR Nova Iguaçu foi certificada este mês com a ISO 9001 (gestão da qualidade) e a ISO 14001 (gestão ambiental). "As certificações consolidam nossa posição de excelência ambiental", diz Adriana. Segundo ela, as certificações abrem possibilidades de atrair novos clientes já que entre os 92 municípios do Estado do Rio existem apenas dois aterros sanitários licenciados pela Feema, um deles a própria CTR.

 

A certificação é importante porque empresas habilitadas pela norma ISO 14000 só podem jogar seus resíduos em aterros licenciados. Também em janeiro o governo do Estado do Rio publicou decreto no qual aponta que a a CTR Nova Iguaçu pode ampliar sua capacidade para receber até 7 mil toneladas de resíduos domiciliares por dia. A empresa cobra uma taxa pelo depósito do material, o que inibe muitos municípios que conseguem depositar o seu lixo em aterros sem qualquer pagamento.

 

 

 

 

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